Imagem: Lyon Santos/ MDS

Circula nas redes sociais um vídeo alegando que quem recebe Bolsa Família não vai poder mais fazer o saque em dinheiro. Ele foi publicado no TikTok na terça-feira (20) e tem o seguinte título: “Urgente Petistas ótima notícia escutem até o final”. A gravação simula um telejornal, no qual uma “apresentadora” afirma: “Quem recebe Bolsa Família não vai poder mais fazer o saque do dinheiro que recebe. Veja a seguir todos os detalhes no seu jornal Só Notícias”. Na verdade, trata-se de uma personagem criada com inteligência artificial (IA).

Em seguida, surge em cena uma pessoa real, que se identifica como consultor. Falando diretamente para a câmera, ele afirma: “Quem recebe o Bolsa Família não vai poder mais fazer o saque do dinheiro. Isso porque será disponibilizado um cartão de débito que somente poderá ser utilizado em estabelecimentos credenciados. Ou seja, o governo vai dar um cartão que a família somente vai poder utilizar aonde eles querem e seja utilizado. Esse é um projeto de lei que está tramitando na Câmara dos Deputados, que vai para sanção do presidente Lula, no qual determina que os beneficiários do Bolsa Família não podem mais pegar o dinheiro na mão”.

Na quarta-feira (21), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome publicou em seu site um comunicado com o seguinte título: “MDS alerta: é falsa a informação sobre restrição de saque do Bolsa Família”. A nota diz: “A informação é falsa e não há qualquer proposta em fase de sanção ou aprovação sobre o tema. Também é falsa a informação de que o Bolsa Família passará a ser pago apenas em cartão de débito, podendo ser utilizado somente em estabelecimentos credenciados”.

O texto cita que benefício é depositado, todo mês, em uma conta na Caixa Econômica Federal. E descreve que “os valores podem ser movimentados com segurança pelos canais oficiais da Caixa, como o aplicativo Caixa Tem, permitindo pagar contas e realizar Pix, além do uso do cartão do Bolsa Família, que possibilita saque, compras no débito e pagamentos”. Por fim, recomenda cuidado com conteúdos “que podem simular falas de autoridades, apresentar ‘comunicados oficiais’ inexistentes e induzir o cidadão ao erro”. G1