Há exatos dois anos, uma cena que refletia a angústia de um estado inteiro se transformava em alívio e passaria a se tornar símbolo de resiliência. Em 9 de maio de 2024, um cavalo foi resgatado cerca de quatro dias depois de ser flagrado ilhado no telhado de uma casa em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, pelo Globocop.
🐴 Por conta da coloração de sua pelagem, o equino foi batizado de Caramelo.
🔎 O RS foi atingido por uma enchente histórica em maio de 2024, que provocou danos em quase todos os municípios, devastou cidades — especialmente da Região Metropolitana e Vale do Taquari —, retirou milhares de casa e deixou 185 mortos, além de 23 desaparecidos, 805 feridos e 2,3 milhões de afetados. De todo o país, voluntários e doadores se mobilizaram para prestar ajuda aos atingidos.
O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo, e veterinários acompanharam toda a ação. Para ser retirada do local, o animal foi sedado, deitado e colocado em um bote. Foi uma operação complexa, pois o animal pesava de 450 a 500 kg e foi preciso avaliar seu estado físico, temperamento e o tempo que ele se encontrava preso.
Devido às suas condições de saúde, após passar dias sem se alimentar ou tomar água e praticamente imóvel, Caramelo ainda corrida risco de vida no momento do salvamento. Enquanto transportavam o cavalo, os veterinários seguiram aplicando a medicação para que ele permanecesse sem se mexer.
💧 O cavalo também recebeu litros de soro para repor a quantidade de líquido que perdeu enquanto ficou ilhado.
Por fim, o bote que transportou o equino foi retirado da água ainda com o cavalo dentro, colocado em um caminhão e transportado. Ele foi levado a um hospital veterinário, onde recebeu medicação para repor a quantidade de líquido perdido. Caramelo passaria então a se tornar um símbolo de resistência para o povo gaúcho, que, naquele momento, contava mortos, buscava por desaparecidos e ainda convivia com bairros inteiros submersos em diferentes cidades. G1

















