Em Brasília, a repórter Delis Ortiz, da TV Globo, esteve na central que monitorava a tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi de lá que saiu o alerta de que algo estava errado com o equipamento. A tentativa de violação, detalhada em reportagem do Fantástico, veio à tona no início da madrugada de sábado. O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal (Cime) registrou o incidente com o dispositivo usado pelo ex-presidente.
O alerta no sistema de monitoração ocorreu precisamente à meia-noite e sete de sábado, indicando “violação do dispositivo”. Inicialmente, Bolsonaro comunicou aos policiais penais que faziam sua escolta que havia batido o equipamento em uma escada.
Entretanto, ao receber a equipe do Cime, Bolsonaro admitiu a real causa da avaria. Ele confessou ter usado uma fonte de calor no dispositivo: “Meti um ferro quente aí”, disse o ex-presidente. Questionado sobre qual ferro havia sido usado, ele respondeu: “Não. Ferro de soldar. Solda”. Bolsonaro também informou que a ação de danificar o equipamento havia começado “Já no final da tarde”.
A pulseira do dispositivo estava “aparentemente intacta,” mas o case havia sido violado. Relatório posterior da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) indicou que o equipamento trocado possuía “sinais claros e importantes de avaria”. O documento apontou “marcas de queimadura em toda sua circunferência”. A tornozeleira violada foi enviada ao Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, onde será analisada por uma equipe multidisciplinar.
Após a violação ser confirmada pela equipe de escolta, o equipamento foi trocado e um novo dispositivo foi instalado. Ao decidir pela prisão preventiva, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o incidente “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga”.
Bolsonaro usava a tornozeleira eletrônica desde 18 de julho, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente classificou o equipamento como uma humilhação em 21 de julho de 2025: “Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação em nosso país”. A medida cautelar havia sido solicitada pela Polícia Federal (PF) e respaldada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), citando as ações do deputado Eduardo Bolsonaro para influenciar o governo dos Estados Unidos a pressionar as autoridades brasileiras. G1
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