O governador Jerônimo Rodrigues (PT) cobrou o líder da oposição na Bahia e candidato a governador em 2026, ACM Neto (União Brasil), um posicionamento acerca da crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos que teve como pano de fundo a tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. A medida foi anunciada pelo presidente americano Donald Trump, na quarta-feira (9), em uma carta pública enviada ao presidente Lula (PT).
Em entrevista à imprensa na quinta-feira (10), durante a entrega de novas viaturas para unidades especializadas da Polícia Militar no bairro do Bonfim, em Salvador, o chefe do Palácio de Ondina alfinetou o adversário ao perguntar se ACM Neto “vai defender a taxação dos EUA também”.
“Eu queria muito ouvir qual é a postura da minha oposição. Ele já declarou que é contra o [aumento do] IOF, ele é contra a taxação dos super ‘ricaços’, vai defender também isso? Não tem como. Nessa hora, eu estou convocando os baianos e as baianas para defender a economia baiana, a economia brasileira e a soberania nacional”, atirou Jerônimo.
Questionado sobre o posicionamento dos políticos que comparam o Brasil à Venezuela, país que atravessa uma grave crise econômica, instabilidade política e autoritarismo, Jerônimo citou que “esse é um comportamento bolsonarista que está arraigado nessas pessoas”. O chefe do Executivo estadual disse que “ninguém na nossa posição entende que essa é uma postura correta”.
“Onde que um país quer importar as condições a outro país sacrificando negócios? Todo mundo acompanhou e viu o que aconteceu na época do mensalão. O mensalão poderia muito bem selecionar o joio do trigo: quem é que tem culpa, pune. Quem não tem, não pode mais (…). Não pode punir o setor produtivo. Quantas construtoras e empresas grandes nós perdemos?”, frisou. Carine Andrade/Política Livre

















