A jovem que morreu após saltar de rope jump devia ter sido presa a duas cordas, mas estava sem nenhuma. A informação sobre a segunda corda foi divulgada pela delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, na segunda-feira (15).
“Pelo interrogatório dos três investigados que permaneceram presos, eram duas cordas. Nenhuma delas estava colocada. Eles não se recordam se deixaram de colocá-las, quem deixou de colocar ou quem deixou de fiscalizar, mas as cordas não estavam instaladas”, disse a delegada à EPTV, afiliada da TV Globo.
Ainda conforme Levy, a vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, estava com uma cinta fixada no corpo e com o gancho onde as cordas deviam ter sido colocadas. O capacete que ela usava não foi encontrado.
“Havia os equipamentos, uma espécie de cinta fixada na região das coxas e do tórax, com o gancho onde a corda deveria estar acoplada. Seriam duas cordas: uma na região do estômago e outra um pouco mais abaixo, se não me engano. Nenhuma dessas duas cordas estava presente. O capacete, que é visível nas imagens, também não foi localizado no local.”
A delegada destacou também que os próximos passos da investigação envolvem o depoimento de novas testemunhas e a conclusão de laudos periciais. “Os laudos aguardados são o laudo do local e o laudo necroscópico. O laudo do local, acredito, não revelará muito mais do que o próprio vídeo, que por si só já demonstra como os fatos ocorreram. No entanto, ele poderá estimar a altura da ponte, a forma como a vítima foi arremessada, o local onde o corpo foi encontrado e as condições em que foi localizado.”
No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante dos três homens suspeitos de homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda. Com isso, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, permanecerão presos. Ao serem presos, eles não conseguiram explicar como a vítima foi lançada sem estar ligada a cordas. Andrea Levy pontuou, ainda, que outras três pessoas serão investigadas, mas em liberdade, a princípio.
“Os três que aparecem nitidamente no vídeo são os que estão presos preventivamente. Os outros três serão investigados porque, em uma análise inicial dos fatos, não foi possível identificar uma conduta direta relacionada ao ocorrido. Por isso, não havia elementos para a prisão em flagrante. Nada impede que, no decorrer das investigações, seja representada a prisão preventiva deles também”, complementou a delegada. G1


















