O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve desembolsar cerca de R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores afetados pela liquidação extrajudicial dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo.
O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua para manter a estabilidade do setor, prevenir crises bancárias e proteger depositantes e investidores.
Na prática, funciona como um fundo privado que opera como um seguro. É ele quem garante a proteção dos recursos depositados ou investidos em um banco caso a instituição enfrente crise ou dificuldade financeira.
Liquidações Extrajudiciais
Considerando o Banco Pleno — antes conhecido como Banco Voiter — e a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), pelo menos sete instituições ligadas ao Banco Master já tiveram a liquidação decretada.
A liquidação extrajudicial ocorre quando o Banco Central encerra as atividades de um banco que não tem mais condições de operar. Um liquidante assume o controle, encerra as operações, vende os bens e paga os credores na ordem prevista em lei, até a extinção da instituição. O banco também deixa de integrar o sistema financeiro nacional.
Tanto o Banco Pleno quando a Pleno DTVM faziam parte do grupo do Banco Master até o segundo semestre do ano passado, quando foram vendidas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi decretada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações diárias. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.
“A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”
Não há informações públicas sobre a quantidade de correntistas ou investidores do banco. A estimativa do FGC é de que a instituição tenha cerca de 160 mil clientes com direito ao pagamento de garantias. G1

















