Arquivo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na quinta-feira (11) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem a meta de zerar a fila de espera para a concessão de benefícios até setembro deste ano. Zerar as filas do INSS foi uma promessa de Lula ao tomar posse em 2023.

“Quero dar os parabéns à nova presidenta do INSS, que prometeu, que prometeu para mim que, até o mês de setembro, ela vai zerar a famosa fila do INSS de pessoas esperando o benefício”, disse Lula.

Caso o objetivo seja cumprido no prazo informado por Lula, o governo solucionará uma das principais queixas dos beneficiários do INSS às vésperas das eleições presidenciais de 2026.

🔎 O Ministério da Previdência considera que a meta de “zerar a fila” do INSS significa acabar com o estoque de requerimentos com mais de 45 dias. Todos os meses o INSS recebe, em média, 1,3 milhão de novos requerimentos.

📊 Segundo o Ministério da Previdência, a fila do INSS registra atualmente o menor patamar em 17 meses. Segundo a pasta, atualmente o estoque de requerimentos é de 2,2 milhões de pedidos, eram 3,1 milhões em fevereiro – uma queda de 29% em três meses, disse a pasta.

“É importante destacar que nem todos os processos dependem somente da administração pública. Aproximadamente 528 mil casos correspondem a pendências por parte dos segurados, como ausência de documentação ou necessidade de complementação de informações. Ou seja, mais de 20% da fila depende de ações dos segurados”, afirma a pasta.

O governo trocou a chefia do INSS em abril. No lugar de Gilberto Waller, que foi demitido, assume o posto a servidora de carreira do órgão Ana Cristina Viana Silveira. Graduada em direito, Ana está no INSS desde 2003, onde ingressou no cargo de analista do seguro social.

Um dos motivos para a troca é o desgaste que as filas de pessoas em busca de benefícios estavam causando à imagem da gestão de Lula e que podem ser exploradas por adversários na campanha eleitoral, mostrou o blog do jornalista Valdo Cruz.

Ainda segundo o ministério, o tempo médio de conclusão para análise dos benefícios também têm caído. Em abril, o tempo médio foi de 40 dias. Em março, foi de 51 dias e em fevereiro, 59. G1