O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um inquérito civil para apurar o suposto envolvimento da ex-diretora-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Márcia Cristina Telles de Araújo Lima, em um esquema de corrupção e crimes ambientais. Conforme o órgão, a investigação é um desdobramento da “Operação Ceres”, que denunciou oito pessoas entre ex-funcionários do órgão e um servidor público.
Em nota, o MP-BA ressalta que Márcia Telles não foi denunciada criminalmente, mas é suspeita de receber vantagens indevidas durante o tempo em que exerceu o cargo de diretora-geral do Inema. Segundo a denúncia, o esquema movimentou cerca de R$ 16,5 milhões entre 2018 e 2024. Os suspeitos fraudavam processos de licenciamento ambiental para empreendimentos rurais de grandes fazendeiros da região oeste da Bahia. O grupo concedia as autorizações ambientais de forma privilegiada e ilegal, em troca de dinheiro. Estão na lista de investigados pelo órgão público:
- Maristela Tereza de Castro, ex-secretária parlamentar na Assembleia Legislativa da Bahia;
- Jacques Douglas Santos Silva da Palma, então coordenador de posto avançado do Inema na cidade de Guanambi;
- Angélica Xavier da Silva Cardoso, Victor Vinícius Santana Arouca e Patrícia Viviane Barros de Azevedo, que atuaram como secretários da Direção-Geral do Inema;
- Sabrina Mendes Leal Santos Teixeira de Freitas, ex-secretária da Coordenação de Agrossilvipastoris;
- Alexander Von Amomon, consultor ambiental;
- E o fazendeiro Gervalter Barreiros Pizato, proprietário das fazendas Pedra Preta, Perobal e Barreirinho.
Um processo penal foi iniciado contra os investigados, denunciados pelos crimes de corrupção e associação criminosa. Vale ressaltar que Jacques Douglas também responderá por crime ambiental. Em nota, o Inema informou que as denúncias são referentes a períodos anteriores à atual gestão da diretora-geral Maria Amélia Lins.
Em julho de 2024, sete pessoas suspeitas de participar do grupo criminoso foram alvos de mandados de busca e apreensão em diferentes cidades baianas. Entre os locais revistados pelos policiais, estava uma mansão na cidade de Riacho de Santana, além de casas em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas e Guanambi. Uma das buscas foi cumprida em um imóvel de alto padrão na cidade de Riacho de Santana. G1

















