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Policiais militares foram flagrados enquanto agrediam pessoas que estavam na tradicional Lavagem do Coroado, que acontece anualmente, no mês de setembro, no bairro de São Marcos, em Salvador.

O caso aconteceu na noite de domingo (14), por volta das 19h, quando o cantor Oh Polêmico se apresentava. Entre os agredidos com cassetetes, estava um adolescente de 12 anos, que foi atingido na cabeça.

O menino foi socorrido pela produção do artista e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Marcos. Os músicos afirmam que pediram ajuda para os policiais e equipes do Corpo de Bombeiros, mas não receberam auxílio no socorro.

Após o show, o cantor usou as redes sociais para repudiar as agressões e revelou que visitou o adolescente na UPA.

“Eu não apoio essa parada. Respeito o trabalho que fazem, mas quando partem para cima de criança para bater e chutar, já é outra conversa. Pegar um cassetete e ‘po’ na cabeça de uma criança? A cabeça da criança ficou toda aberta, irmão”, afirmou, revoltado.

“Desci do trio e já fui direto para o hospital. Bati lá na UPA onde a criança estava sendo atendida, com a cabeça aberta e toda lavada de sangue. Falei com assistente para poder deixar eu entrar e falar com a criança, que estava traumatizada e desesperada”.

O cantor ainda ressaltou que o adolescente não foi o único que foi agredido pelos policiais.

“Não dou valor a essas paradas de pegar o cassetete e ‘po’ na cabeça das crianças. Vi várias crianças caindo, se ralando e eles [policiais] chutando, passando por cima”, pontuou.

O adolescente passou por exames e recebeu atendimento nesta segunda-feira (15).

Em nota, a Polícia Militar da Bahia informou que instaurou procedimento apuratório para analisar a conduta dos policiais militares registrada nas imagens que circularam nas redes sociais.

Afirmou ainda que as acusações de comportamento que eventualmente se afastem dos protocolos e da técnica policial serão devidamente apuradas, observando os trâmites legais e assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa dos envolvidos.

A corporação reforçou ainda que não concorda com práticas que destoem da técnica policial adequada e reafirmou compromisso em adotar providências sempre que houver indícios de desvios na atuação funcional. g1