Moradores do condomínio Solar de Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar desde o último dia 4, comentaram sobre a nova rotina do local ao g1. No sábado (30), o ministro Alexandre de Moraes ampliou o monitoramento de Bolsonaro e determinou vistorias em veículos que deixam a residência e policiais na área externa da casa por conta de ‘pontos cegos’.
Uma moradora, que preferiu não se identificar, disse que se sente incomodada com a situação. “De minha parte, preferiria que nosso condomínio não estivesse no olho do furacão”, afirmou a vizinha do ex-presidente. A moradora disse que o trânsito foi alterado, em alguns momentos, por conta de manifestações na portaria do condomínio. “As pessoas estão muito divididas, parece que os ânimos sempre exaltados”, diz. “Hoje realmente sinto uma insegurança porque ninguém sabe o que vai acontecer daqui para frente, então qualquer dia pode haver um problema”, afirmou a moradora.
‘Adorando tanta polícia’
Outro morador, que também preferiu não se identificar, afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro é um “bom vizinho”. “Ele é na dele. Ia à padaria, andava pelo condomínio, parece ter uma vida normal. Não é uma pessoa pomposa”, afirmou. O morador disse que, inicialmente, houve debates acalorados no grupo de WhatsApp do condomínio –pessoas chegaram a pedir a expulsão do ex-presidente do local.
No entanto, após a decisão do ministro Alexandre de Moraes pela prisão domiciliar no início do mês, o vizinho disse que não viu mais o ex-presidente pelas ruas do condomínio. Desde esta quarta (27), a casa alugada por Bolsonaro começou a ser supervisionada por policiais penais sem uniforme e sem armas à mostra. Em relação à presença de policiais na casa alugada por Bolsonaro, o morador afirma que se sente seguro. “Eu estou adorando esse tanto de polícia. Aqui já era seguro, agora é o lugar mais seguro de Brasília”, disse. G1

















