Foto: Reprodução/Redes sociais

Há pelo menos 10 anos, o cão comunitário conhecido como Orelha tornava o cotidiano dos moradores da Praia Brava em Florianópolis mais leve. As pessoas do bairro se revezavam nos cuidados a ele e a outros dois cachorros.

Em 4 de janeiro, Orelha foi agredido. Ele ficou tão ferido que passou por eutanásia. Segundo as investigações da Polícia Civil, um grupo de quatro adolescentes é suspeito das agressões.

A Praia Brava fica no Norte da Ilha de Santa Catarina e é uma das atrações turísticas de Florianópolis. No bairro, há três casinhas de cachorro para os três animais considerados mascotes da região. O vazio na de Orelha traz tristeza aos moradores.

A médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava o animal, contou que Orelha era “sinônimo de alegria” e que fazia parte de sua rotina com frequência. Segundo ela, o cachorro era dócil, brincalhão e fazia sucesso com os turistas.

“Cada vez que alguém falava com ele em tom mais fino ou fazia menção de fazer carinho, ele abaixava as orelhas, abanava o rabo e ia se deitando até ganhar carinho na barriga. Ele era muito amado. Até os turistas já o conheciam. Um cachorrinho de 10 anos… que mal faria a alguém?”, questionou. Os moradores, ao encontrarem o cachorro ferido, ficaram chocados com a situação.

“Muita gente vinha trazer comida para eles aqui, mas eu era o responsável por trazer comida para eles todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”, explicou o aposentado Mário Rogério Prestes.

“Estava agonizando, a gente o recolheu, levou para o veterinário. Mas tinha sido completamente massacrado, né? Uma crueldade sem tamanho”, lamentou o empresário Silvio Gasperin.

Além dos moradores, Orelha também fazia companhia para outros cães. A empresária Antônia Souza é tutora da cadela Cristal e conta que gosta de passear com a cachorra e encontrar os outros animais do bairro.

“Eles conviviam com a gente. Eles tinham uma vida na Praia Brava. Todo mundo que mora aqui ou quem vem frequentemente aqui sabe de quem nós estamos falando, dos [cachorros] pretinhos”, disse. G1