Um caso que mobilizou o país. Orelha era um cão comunitário cuidado por moradores da Praia Brava, em Florianópolis. No início de janeiro, Orelha foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que ele foi vítima de agressão, e a polícia apura o envolvimento de adolescentes. O Fantástico teve acesso ao depoimento do porteiro e conversou com os delegados sobre a investigação do crime.
Na quinta-feira (29), dois dos quatro adolescentes apontados como suspeitos da morte do Orelha voltaram dos Estados Unidos. De acordo com as famílias e com a polícia, eles estavam em uma viagem pré-programada com a turma da escola. Ainda no aeroporto, os investigadores apreenderam os telefones celulares, concluindo os mandados de busca e apreensão.
“Os celulares estão apreendidos, eles estão em posse da Polícia Científica, que está realizando a extração de todas as informações dos quatro aparelhos para ver se é encontrado mais algum elemento de informação”, diz Renan Balbino, delegado de Adolescentes em Conflito com a Lei.
Muita gente cobrou sobre as identidades dos suspeitos que não foram divulgadas pela polícia. Como se trata de menores de 18 anos, o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a divulgação de imagens ou informações de jovens que estejam ou que possam estar envolvidos em atos infracionais.
O Fantástico conversou com o pai de um dos adolescentes investigados pela polícia: “A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, porque até agora só foram acusações, acusações, acusações e não tem nada, não apresentaram absolutamente nada. A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas”.
“Nós esperamos que os depoimentos sejam colhidos o quanto antes, que a verdade venha à tona e, a partir daí, todos os adolescentes que não têm culpa alguma no caso sejam publicamente inocentados e, se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição com qualquer maus-tratos ou com qualquer pequeno delito de quiosque ou de caminhar nas ruas e etc., que eles sejam, sim, responsabilizados, mas na medida da sua culpabilidade, por óbvio”, afirma o advogado Rodrigo Duarte da Silva, advogado de duas famílias. G1

















