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A Polícia Federal (PF) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para aprofundar as investigações sobre a live em que o presidente Jair Bolsonaro tentou demonstrar supostas falhas das urnas eletrônicas. Em julho, Bolsonaro convocou veículos de imprensa e usou a emissora pública de televisão para uma transmissão em tempo real na qual, segundo anunciou, seriam mostradas “provas” das fraudes. Durante a live, o presidente apresentou uma série de notícias inverídicas e vídeos que já foram desmentidos diversas vezes por órgãos oficiais. O pedido da PF para aprofundar as investigações foi feito dentro do inquérito administrativo que apura os ataques do presidente ao sistema eleitoral.

A PF deseja saber:

  • quem foi o organizador responsável pelo evento;
  • os envolvidos no processo de produção e transmissão da live;
  • as fontes dos dados divulgados na live;
  • eventuais colaboradores que tenham auxiliado na produção dos vídeos e textos;
  • quais as pessoas que estiverem presente em algum momento da transmissão.

O corregedor-geral Eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, vai decidir se encaminha o pedido da Polícia Federal para que o governo federal preste os esclarecimentos. A PF afirmou ao TSE que há indícios de uma suposta engenharia criminosa que, ao mesmo tempo em que fortalece uma narrativa infundada de irregularidades no sistema, também lucra com essa divulgação. Nesta última segunda-feira (17), o Jornal Nacional revelou que o TSE determinou o bloqueio de repasses de redes sociais para canais bolsonaristas que fizeram uma campanha contra as urnas eletrônicas. A suspeita da PF é que isso possa envolver pessoas com mandato. G1