Foto: Arquivo/Agência Brasil

As facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passam a ser classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos na sexta-feira (5). Desde que a decisão foi anunciada pela gestão de Donald Trump na última quinta-feira (28), o governo brasileiro tem mantido conversas no nível diplomático com os americanos. Ainda assim, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não acreditam ser possível reverter a decisão “no curto prazo”.

Integrantes da embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmam, sob reserva, que há cerca de um ano o tema já vinha sendo discutido internamente no Departamento de Estado, principalmente entre assessores do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mais alinhados à ala ideológica da Casa Branca. Nos bastidores, o governo Lula já atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida.

A avaliação no Palácio do Planalto era que a nova classificação poderia abrir margem para ações mais duras dos Estados Unidos. Em um cenário extremo, os americanos poderiam inclusive usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países. Auxiliares de Lula não acreditam, neste momento, em operações militares americanas em território brasileiro porque entendem que as principais consequências serão econômicas. E os efeitos da nova classificação não serão “imediatos”. G1