A deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta última terça-feira (17) contra desvios em aposentadorias e pensões do INSS, é apontada por investigadores como “articuladora política” do esquema junto a órgãos públicos.
As investigações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Os achados estão em relatório da PF citado na decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a operação. A parlamentar foi alvo de medidas cautelares e passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, além de ter outras restrições impostas pela Justiça.
Em nota, a defesa da deputada diz que ela não praticou qualquer ato ilícito e que “as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”. Ainda de acordo com a nota, Maria Gorete Pereira (MDB-CE) está “confiante no devido processo legal”.
Na operação, a PF também prendeu preventivamente por envolvimento no esquema o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará Cecília Rodrigues Mota.
No caso de “Maria Gorete Pereira, deputada federal em exercício, o MPF [Ministério Público Federal] afirmou haver elementos de que teria atuado como articuladora política junto a órgãos públicos, além de ter recebido valores por meio de interpostas pessoas e empresas de fachada”, detalha o documento, citado na decisão.
Em outro destaque, a PF aponta o pagamento sistemático de propina, inclusive, com repasses para o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Ele foi preso em novembro do ano passado.
“Conforme indicam as análises dos extratos bancários dos recursos atribuídos à STEFANUTTO, no período compreendido entre abril de 2024 a janeiro de 2025, foram repassados ao então Presidente do INSS cerca de R$ 4.000.000,00 a partir de contas vinculadas à investigada CECÍLIA RODRIGUES MOTA”, destaca a PF. G1

















