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Novas revelações aumentam o mistério em torno dos bastidores de “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com informações da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, confirmadas junto à Agência Nacional de Cinema (Ancine), a jornalista Karina Ferreira da Gama — proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa — nunca lançou nenhum filme no mercado nacional ou internacional.

Outras duas empresas ligadas a Karina (que foi indicada para o projeto pelo deputado federal Mario Frias), a Go7 Assessoria e a ONG Instituto Conhecer Brasil, também jamais registraram ou lançaram qualquer tipo de produção para cinema, TV aberta ou fechada no território brasileiro.

A suspeita levantada pelas investigações é de que a Go Up tenha sido criada especificamente para a execução do filme de Bolsonaro. Segundo dados da Ancine, o registro da produtora foi confirmado em julho de 2025. Contudo, alterações contratuais na Junta Comercial de São Paulo mostram que o objeto econômico da empresa mudou em junho daquele ano, após a própria proprietária admitir que repasses financeiros começaram a entrar em março de 2025, oriundos de um fundo no Texas (EUA).

Segundo Karina, as etapas de produção e pós-produção do longa já custaram cerca de US$ 13 milhões (aproximadamente R$ 65,7 milhões). Ela alega, no entanto, que não participou da captação de recursos e desconhece a identidade dos investidores ocultos.

Para complicar o cenário das investigações, a Ancine informou que a Go7 e o Instituto Conhecer Brasil — este último alvo de apuração no STF por suposto desvio de R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias — estão em situação irregular e com os registros suspensos desde janeiro de 2026 por falta de renovação de documentos. Embora a Go Up esteja com o cadastro em dia na agência, o filme “Dark Horse” ainda não foi oficialmente registrado no órgão regulador.