Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, negou categoricamente na quinta-feira (26), durante conversa no Politiquestion, podcast do bahia.ba, que existisse qualquer compromisso formal para manter o senador Ângelo Coronel na chapa majoritária governista nas eleições de 2026.

Segundo o gestor, o entendimento estabelecido desde a formação do grupo em 2018 previa um rodízio na representação. “O senador Jaques Wagner deixou claro, lá atrás, que o mandato seria dividido em quatro anos de cada. A promessa foi essa: quatro anos”, afirmou Loyola, explicando os bastidores da composição política.

A declaração do secretário rebate afirmações feitas anteriormente por Coronel, que sustentava haver um acordo para sua recondução ao Senado pela base aliada. Loyola foi enfático ao declarar que a prioridade do grupo sempre foi abrir espaço para o PT na chapa majoritária após o período inicial acordado.

“Não tinha nenhum compromisso nesse sentido”, reforçou o secretário, descartando que o grupo tenha descumprido qualquer palavra empenhada com o agora ex-membro da base.

Diálogo e propostas

Sobre o processo de ruptura, Adolpho Loyola ressaltou que o governo buscou alternativas para evitar a saída do senador, mas as negociações não avançaram diante das pretensões de Coronel.

“Ninguém pode dizer que não houve diálogo dentro do grupo. Gostaríamos muito de tê-lo aqui conosco, já que é uma pessoa que sempre marchou com a gente e pelo qual temos um enorme carinho. No entanto, ele acredita que lá [na oposição] terá espaço para ser senador e nós respeitamos”, concluiu. Bahia.Ba