Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira (15) mostra que 62% dos brasileiros consideram que a investigação envolvendo Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master prejudica a campanha de Lula à presidência. Desse total, 37% avaliam o impacto como muito negativo e 25% como negativo, ainda que pequeno. Apenas 22% acreditam que não há dano à candidatura, e 16% não souberam ou não responderam.

A percepção de prejuízo eleitoral está ligada a uma avaliação já negativa sobre a conduta do senador: 61% dos entrevistados acreditam que Wagner agiu de forma errada em sua relação com o banco, contra 11% que consideram não ter havido irregularidade. Jaques Wagner é apontado pela Polícia Federal como o beneficiário de vantagens econômicas indevidas.

As investigações indicam que ele teria recebido benefícios como o uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais e a aquisição oculta de um apartamento de luxo, além de pagamentos a empresas de seu núcleo familiar. Em troca, teria atuado parlamentarmente em temas de interesse do Banco Master, como emendas sobre crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos.

O episódio é lido, majoritariamente, como um problema que ultrapassa a figura pessoal do senador. 43% dos brasileiros veem o caso como uma questão institucional do governo Lula, ante 35% que o tratam como assunto pessoal de Wagner.

Ainda assim, parte da população segue pouco informada sobre o caso: 54% dos entrevistados disseram não conhecer as investigações, enquanto 31% afirmaram estar bem informados e 15% disseram ter ouvido falar, mas sem domínio dos detalhes.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-07181/2026. G1