Preso na Bahia 23 anos depois de ter matado a esposa, Sérgio Nahas é um empresário paulistano do setor têxtil e de confecções que ficou conhecido principalmente pela grande repercussão do assassinato de sua ex-companheira, Fernanda Orfali.
O crime aconteceu em setembro de 2002, com disparo de arma de fogo no apartamento onde o casal vivia em Higienópolis, bairro nobre do Centro de São Paulo.
Na época, Nahas tinha 38 anos e Fernanda, 28 anos. A arma usada no crime pertencia ao próprio Nahas e não estava era registrada pelas autoridades paulistas.
O inquérito policial apontou que o assassinato aconteceu após uma discussão entre o casal, motivada por descobertas de traições e uso de drogas.
A defesa de Sérgio Nahas sempre afirmou que Fernanda Orfali sofria de depressão e teria cometido suicídio, argumento que foi usado ao longo do processo e em recursos apresentados pelos advogados.
No entanto, laudos periciais indicaram que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda, o que é um elemento primordial em casos de suicídio por arma de fogo.
Para a acusação, Nahas matou Fernanda porque se sentiu ameaçado ao ela descobrir que o marido a traía e usava drogas. Segundo a Promotoria, o empresário também estava preocupado com a partilha dos bens diante da possibilidade de a mulher pedir o divórcio.
Ainda segundo a acusação, Nahas arrombou a porta do closet onde Fernanda estava para se proteger do marido. Em seguida, de acordo com o promotor, ele atirou duas vezes. Laudo da perícia apontou que o primeiro disparo atingiu a mulher, enquanto o segundo saiu pela janela.
A defesa recorreu dessa condenação, e o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2025, o STF confirmou a condenação e aumentou a pena para 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, por unanimidade dos ministros.
Após essa decisão, a Justiça de São Paulo expediu um mandado de prisão para que ele cumprisse a pena em regime fechado, mas ele permaneceu foragido por todo esse período. G1

















