Todo dia, brasileiros são vítimas de golpes eletrônicos. As fraudes são muitas. A partir de fevereiro, todas as instituições financeiras vão ter que seguir novas regras do Banco Central que aumentam a segurança do PIX. A Rita tinha o piso da garagem em obras e 40 problemas.
- Rita Arai, aposentada: Nossa, tinha acho que 40 sacos de entulho.
- Repórter: E a senhora queria se livrar dele?
- Rita Arai, aposentada: Lógico, o pedreiro estava morrendo de vontade de colocar o novo.
Na correria, ela conseguiu encontrar uma empresa para colocar uma caçamba e retirar o entulho. “Era R$ 260, aí eu fiz o PIX e fiquei esperando. Ela falou até às 18 horas a caçamba chega, aí fiquei esperando e o dia foi passando passando, passando”. Era golpe. E só sobrou à Rita então tentar reaver o dinheiro, ligando para o banco.
“O banco disse que não, que provavelmente o sujeito que fez esse golpe passou em seguida para outro, não sei, passou o dinheiro e não tinha como eu receber de volta e tive esse prejuízo”. A Federação Brasileira de Bancos explica que o sistema hoje é mais lento que os golpistas.
Vai funcionar assim: a partir do momento em que alguém denunciar um golpe, o sistema automaticamente vai bloquear a conta para onde o dinheiro foi transferido. Se não houver mais fundos nessa conta, o sistema vai buscar a conta seguinte, pra onde esse dinheiro foi transferido. E assim por diante. E o alerta do golpe vai poder ser feito direto no aplicativo do banco.
“Qual que é o nosso grande objetivo aqui? É que, além de a gente aumentar a recuperação, a gente traga novos mecanismos para tornar cada vez mais caro esse empréstimo de contas ou uso de contas laranjas”, diz Ivo Mósca, diretor-executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban.
O que se espera é que a medida evite que outras pessoas acabem se sentindo como a Rita. “É sentir mesmo roubada, enfiaram mesmo a mão no bolso e tiraram, só que você não viu o ladrão, tem que tomar muito cuidado”. G1

















