A polêmica sobre Cátia Raulino veio à tona em agosto em 2020, quando pelo menos três estudantes acusaram a suposta jurista de plágio. Ela dizia ser formada em Direito e ter mestrado, doutorado e pós-doutorado, porém não apresentou nenhuma comprovação e todas as universidades em que ela diz ter estudado negaram que ela fosse formada.
Em novembro de 2020, o Ministério Público da Bahia apresentou denúncia contra Cátia por crimes de uso de documento público falso, violação de direito autoral e fraude processual. A denúncia incluiu ainda pedido de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, além da instauração de um novo inquérito para investigação de outros possíveis crimes.
Cátia chegou a compor duas bancas de mestrado na Universidade Federal da Bahia (Ufba), mas sem os requisitos adequados. A instituição refez os processos por meio de uma “re-ratificação”, excluindo sua participação e mantendo os diplomas dos alunos aprovados com outros professores.
Ela foi presa em Florianópolis em abril de 2021, após estar foragida. Na ocasião, foi flagrada desembarcando em Salvador usando uma almofada para esconder as algemas. As investigações também apontaram que ela havia aberto uma empresa de tecnologia da informação em Santa Catarina enquanto estava em fuga da Justiça.
Em fevereiro de 2022, foi divulgada sua condenação em um dos processos por plágio. A Justiça determinou que Cátia pagasse R$ 25 mil por danos morais, além de R$ 5 mil de multa por descumprir liminar que exigia a retirada do artigo plagiado. A sentença ainda obrigou Cátia a publicar retratação em veículos como a Editora Fórum e jornais locais, sob pena de multa diária de R$ 500. Correio da Bahia

















