O homem que foi flagrado agredindo a ex-namorada com socos, chutes e puxões de cabelo, no meio da rua, se apresentou na delegacia acompanhado de um advogado, na quinta-feira (25). Ele foi ouvido e liberado. O caso aconteceu na segunda-feira (22), no bairro Urbis 4, em Itabuna, no sul da Bahia. A ação foi registrada por câmeras de segurança e revoltou os moradores da cidade.

Segundo a TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia na região, a advogada do suspeito informou que José Eduardo de Souza Filho não ficou preso porque não havia mandado de prisão preventiva ou temporária e ele não foi alvo de flagrante.

A vítima e José Eduardo namoraram por três anos e o agressor não aceitava o fim do relacionamento. Ele se aproximou dela sob a justificativa de que queria conversar, no entanto, passou a perseguir e agredir a ex-companheira. A vítima relatou ter sofrido sofreu diversas lesões e precisou buscar atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itabuna. Apesar dos ferimentos, ela passa bem.

José Eduardo era assistente administrativo da Secretaria de Saúde de Itabuna desde 2021 e teve o contrato rescindido pela gestão municipal na quarta-feira (23). Por meio de nota, a Prefeitura de Itabuna manifestou repúdio e indignação diante da conduta do homem. Em áudio enviado à TV Santa Cruz, a mulher relatou que não teve forças para tentar revidar e só tentou proteger o rosto das agressões.

“Ele só queria bater no meu rosto. Como eu estava gritando muito na rua, os vizinhos da vizinhança apareceram e alguém gritou para ele me largar, que ia chamar a polícia. Aí foi quando ele me soltou e saiu correndo na rua”, relatou a mulher, que preferiu não se identificar.

As imagens mostram a vítima correndo pela rua e depois sendo alcançada pelo homem. Em seguida ele dá socos, chutes e chega a arrancar a blusa dela, enquanto tentava fugir dele. As imagens são fortes e o g1 optou por não exibi-las.

A Polícia Civil informou que a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam/Itabuna) instaurou um inquérito e investiga o caso como lesão corporal e ameaça. A medida protetiva de urgência pedida em favor da vítima foi deferida na quarta-feira. G1