O homem preso na Bahia, nesta terça-feira (18), por envolvimento na morte da universitária Beatriz Munhos, estava escondido na casa do sogro, na cidade de Mirante, no sudoeste do estado. A informação foi repassada pelo delegado Antônio Roberto Gomes Silva Júnior, diretor regional de Polícia Civil baiana (PC-BA).

Isaías dos Santos da Silva, de 23 anos, confessou ser autor do tiro que acertou a cabeça da jovem de 20 anos e provocou sua morte, durante um assalto. O crime aconteceu na frente do pai e do namorado da vítima, no dia 1º de novembro, em Sapopemba, Zona Leste de São Paulo. Na ocasião, a garota reagiu com um spray de pimenta contra o suspeito, que disparou o tiro.

Logo após a ação, o suspeito fugiu da cidade com a companheira, que é baiana, e se hospedou na casa do sogro. No entanto, conforme pontuou o delegado, o homem afirmou que não sabia que o genro era suspeito de assassinato. Ele não é considerado envolvido na fuga. Quanto à companheira de Isaías, a polícia não detalhou se ela será investigada.

O suspeito segue na delegacia de Mirante, para onde foi levado após a prisão, mas deve ser transferido para São Paulo nos próximos dias. Segundo a Secretaria da Segurança Pública paulista (SSP-SP), ele já tinha três antecedentes criminais por roubo. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.

Além de Isaías, outros dois suspeitos estão envolvidos na ação, conforme pontuou a polícia. Lucas Kauan da Silva Pereira, de 18 anos, é apontado pela investigação como o piloto da moto usada no crime. A defesa de Lucas informou que ele nega ter participado da ação e que estava em liberdade assistida.

Um terceiro comparsa, acusado de atrair a família para o local, foi identificado e é procurado. O nome dele não foi divulgado. Segundo a SSP-SP, o suspeito já havia cometido o mesmo crime em assaltos anteriores na região.

“Ele [Isaías] foi reconhecido por uma das vítimas por foto. Aqui ele confessou. Ele falou que atirou no susto por causa do spray de pimenta [que Beatriz usou ao reagir ao roubo]. Agora, falta prender o criminoso que atraiu as vítimas que já foi reconhecido”, disse à TV Globo o delegado Guilherme Leonel Santos, da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 8º Seccional. G1