O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classifica a anistia como um “fator de pacificação” para a política brasileira. O político esteve em Vera Cruz (SP), neste último sábado (20), para participar das formaturas de turmas do programa “Caminho da Capacitação”.
A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (17), a urgência do projeto que prevê a anistia para os condenados envolvidos no ataque à sede dos Três Poderes, em Brasília (DF), em 8 de janeiro de 2024. Durante a coletiva de imprensa, Tarcísio afirmou que “a história nasceu da anistia”.
“Estou entre aqueles que acreditam que a anistia é um fator de pacificação. É um assunto que tem que ser debatido com muito cuidado. O tema da anistia já aconteceu outras vezes na história. Se você olhar a Constituição Federal de 1988, a história nasce na anistia”, opina.
O governador prossegue citando o período de redemocratização brasileira pós-ditadura militar. Segundo ele, a situação era muito mais grave, mas a anistia serviu da mesma forma que, na visão do político, poderá servir se for aprovada.
“Naquela época, nós precisávamos redemocratizar a nossa sociedade. Nos atos das disposições constitucionais transitórias, a Constituição estava lá para recepcionar a anistia. Agora, nós temos que ponderar o que queremos”, diz.
“A anistia serve para pacificar, para conversar. Nós não queremos a impunidade e, sim, a paz dialogada. Temos que torcer para que o relator tenha sabedoria para contemplar pessoas que estão padecendo na cadeia e que não sabiam nem o que estavam fazendo. O Brasil precisa de um caminho de paz”, completa. G1

















