Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na sexta-feira (11) que a Câmara está à disposição para defender “interesses do setor produtivo” e preservar empregos que podem ser atingidos pela tarifa imposta por Donald Trump a produtos brasileiros. Em uma rede social, Motta disse que conversou com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e com o presidente da fabricante de aviões Embraer, Francisco Gomes Neto.

Segundo o parlamentar paraibano, Alckmin e Gomes Neto relataram a ele os “impactos negativos” das tarifas que foram anunciadas pelos Estados Unidos. “A Câmara está à disposição para agir com firmeza em defesa dos interesses de nosso setor produtivo, de nossa economia e da proteção dos empregos dos brasileiros que podem ser direta ou indiretamente atingidos pelas medidas”, declarou.

Esta é a segunda vez que Motta se manifesta sobre a decisão de Donald Trump de aplicar uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. Na quinta-feira (10), quase 24 horas após a divulgação da carta de Trump sobre a taxação, Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), publicaram um comunicado conjunto, no qual afirmaram que o Congresso “está pronto para defender economia” brasileira.

A nota conjunta foi criticada por uma ala de governistas. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, disse que a nota conjunta não apresentou uma “posição clara contra as medidas anunciadas por Trump”. “Afinal, qual é a posição oficial do Congresso? Acho que os presidentes das Casas poderiam vir a público e se posicionar claramente contra a agressão de Trump ao Brasil”, afirmou Lindbergh. G1