Equipes de resgate e familiares continuam procurando vítimas entre os escombros deixados pelos terremotos que devastaram o norte da Venezuela. Na sexta-feira (24), um mês após a tragédia, centenas de pessoas continuam desaparecidas. Enquanto isso, organizações preveem um custo bilionário para reconstruir as áreas mais afetadas.
▶️ Contexto: Os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país em 24 de junho e provocaram o terremoto mais mortal da Venezuela desde 1812, além do pior desastre natural da história recente do país.
- Segundo o balanço oficial, mais de 5 mil pessoas morreram e cerca de 17 mil ficaram feridas.
- Por outro lado, o governo admite que o número final de vítimas fatais pode ultrapassar 10 mil.
- Dados oficiais apontam que 190 edifícios desabaram completamente, enquanto quase mil construções sofreram danos estruturais.
- Ao menos 20 mil pessoas continuam vivendo em abrigos temporários.
O número de desaparecidos ainda é incerto. O governo venezuelano não divulga um balanço oficial, mas uma plataforma pública criada para reunir informações sobre vítimas aponta que quase 30 mil pessoas seguem sem contato com familiares ou amigos.
Apesar de a chance de encontrar sobreviventes seja considerada praticamente nula, equipes de resgate e voluntários continuam trabalhando, principalmente em La Guaira, a área do país mais afetada.
Em algumas regiões, familiares fazem as buscas por conta própria na esperança de encontrar algum sinal ou os corpos de parentes desaparecidos.
O governo também criou um cemitério de emergência, onde dezenas de corpos foram sepultados sem que parentes pudessem se despedir. Várias vítimas foram enterradas sem serem identificadas.
Enquanto isso, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez afirma que já iniciou os trabalhos de recuperação e reconstrução dos imóveis danificados. Segundo as autoridades, a atividade comercial nas regiões mais afetadas começa a voltar aos poucos.
💰 Uma avaliação preliminar do Banco Mundial estima que os terremotos causaram US$ 19,6 bilhões (R$ 100 bilhões) em danos físicos diretos, destruindo moradias, hospitais, escolas, estradas e outras estruturas essenciais. Segundo a instituição, o custo para o país pode ser ainda maior.
- O cálculo considera apenas o valor necessário para reconstruir o que foi destruído.
- Se forem incluídas melhorias estruturais, remoção de escombros e obras de prevenção, o custo total pode chegar perto de US$ 50 bilhões (R$ 255 bilhões). G1
















