Uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja da Silva ao centro de São Paulo, no final do mês passado, foi organizada após reuniões do governo com a Associação da Comunidade do Moinho.
De acordo com documentos obtidos pela coluna Metrópoles, a sede da entidade foi utilizada para armazenar drogas do PCC.
A presidente da ONG é irmã do antigo “dono” do tráfico na favela, o traficante Leonardo Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”.
Conforme o Ministério Público de São Paulo, a região é dominada pela facção criminosa, e o acesso de não moradores costuma ser limitado.
O ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) esteve na associação dois dias antes da visita de Lula e Janja para discutir a agenda oficial do presidente na comunidade.
Durante o evento, Lula e Janja visitaram a favela e tiraram fotos com representantes da Associação.
O presidente anunciou um acordo para realocar as cerca de 900 famílias que vivem no local. A área, de propriedade da União, deve se tornar um parque.
Questionado pelo Metrópoles, o ministro afirmou que sua reunião com a associação teve como único objetivo apresentar a solução habitacional para os moradores da favela do Moinho.
Ele destacou que “o diálogo com lideranças comunitárias é parte fundamental da atuação de qualquer governo comprometido com políticas de inclusão social, habitação e valorização da cidadania”. Bnews

















