Foto: Pedro França/Agência Senado

Em meio à votação apertada que reconduziu Paulo Gonet ao comando da PGR, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), afirmou nesta segunda-feira (17) que o resultado não deve servir de termômetro para uma eventual sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo Wagner, o desempenho menor de Gonet se deveu principalmente ao fato de ele ter denunciado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que provocou reação da oposição. Na semana passada, o procurador recebeu 20 votos a menos do que na primeira indicação, em 2023.

“A votação do Gonet é muito diferente da eleição do Messias. Na eleição do Gonet, havia um grupo forte de oposição a ele pelo fato de ele ter feito a denúncia ao ex-presidente. Então, era óbvio que eles iam puxar”, avaliou Wagner.

Para Wagner, Jorge Messias não enfrentará a mesma resistência no Senado. Embora Lula ainda não tenha oficializado a indicação do atual advogado-geral da União para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF, aliados do presidente consideram o nome praticamente definido.

“No caso do Messias, eu não vejo ele arestado com nenhum segmento aqui do Senado”, disse o senador.

Por fim, Wagner ressaltou Lula deve se reunir com o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) ainda nesta semana para discutir a indicação. Bahia.ba