Se o amistoso entre Bahia e Fluminense era para ser uma oportunidade para o torcedor ter um aperitivo de como está o seu time, ambas as torcidas deveriam se preocupar. Com a morosidade digna de uma partida que não vale nada, o Esquadrão foi superado pelo Tricolor das Laranjeiras por 2×0 no Maracanã neste domingo (12). Hulk, de pênalti, abriu o placar e Cano ampliou para os cariocas.
O Bahia foi a campo com um time similar ao mostrado contra o Montevideo City Torque. Na defesa, Marcos Victor atuou como um falso lateral. Quando o time defendia, ele ia para a direita atuar como um lateral, mas se juntava a uma linha de três zagueiros na hora da construção das jogadas.
Mais à frente, o meio com Acevedo, Erick e Nestor jogavam quase alinhados. Era o uruguaio quem se posicionava mais atrás na maior parte do jogo, mas os outros dois companheiros também abaixavam para auxiliar no início das jogadas. Sem um meia cerebral, como Everton Ribeiro, a trinca se revezava para chegar na área adversária e ajudar no ataque. O setor ofensivo, por sua vez, só com uma novidade. Quando Willian José saía da área, os dois pontas saíam das beiradas e se juntavam como uma dupla.
O clima do confronto foi a definição perfeita do que é um amistoso, tanto positiva quanto negativamente. Se por um lado foi possível ver novas peças e novas formas de jogar nos dois times, a partida contou com uma qualidade muito aquém do esperado por dois times da primeira divisão. A morosidade se juntou a muitos erros técnicos para diminuir a atratividade do evento – o que contrasta e muito com os jogos da Copa do Mundo.
Falando em Mundial, o amistoso contou com duas novidades que estão presentes no maior torneio de seleções. O jogo contou com duas paradas para hidratação aos 25 minutos de cada tempo e cada time pôde realizar até 12 modificações. A partida também teve a presença do sistema de impedimento semiautomático como teste realizado pela CBF para o restante da temporada.
As melhores chances do primeiro tempo vieram do lado baiano, ambas no final da primeira etapa. No primeiro lance, Erick balançou as redes, mas o árbitro anulou o tento por falta de Acevedo antes da finalização. Já o segundo lance fechou o segundo tempo, com Rodrigo Nestor batendo falta e parando em Fábio.
Quando o segundo tempo começou, 20 substituições foram realizadas. Dois times completamente diferentes voltaram ao campo. No Esquadrão, as grandes novidades foram os primeiros minutos dos argentinos Guido Herrera e Alejo Véliz. Na estrutura da equipe, os comandados de Rogério Ceni passaram a atuar com uma dupla de centroavantes.
Apesar do fôlego novo em campo, o cenário do jogo pouco mudou. Ambas as equipes mostraram dificuldade em criar chances para finalizar. Até chegavam, mas faltava ousadia para achar um atacante em condições de finalizar ou até arriscar um chute de fora da área. Foi dentro desse contexto que Luiz Gustavo derrubou Samuel Xavier dentro da área.
Apesar das reclamações por parte do Bahia, a penalidade foi mantida. Na faixa dos 20 minutos, Hulk foi para a cobrança, deslocou Guido Herrera e abriu o placar no Maracanã. O lance subiu a temperatura do confronto, fazendo as duas equipes aumentarem o ímpeto ofensivo.
Enquanto o Bahia dominava a posse e subia de passe em passe, o Fluminense apostava em um bloco baixo para defender e reagir com contra-ataques. Foi em uma jogada rápida que os cariocas chegaram ao segundo gol. Aos 40 minutos, Samuelk Xavier recebeu de Hulk na linha de fundo e cruzou rasteiro para trás, onde Cano apareceu de surpresa para completar em direção ao fundo das redes.
Nem mesmo com esse combustível o jogo se tornou atrativo. A cena mais curiosa foi o auxiliar Charles Hembert se recusando a sair de campo depois de ser expulso por invadir o campo ao protestar pela marcação do pênalti. Com a derrota confirmada, o time terá quatro dias para corrigir os erros antes de voltar ao Brasileirão para enfrentar a Chapecoense. Correio da Bahia















