Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

O Bahia pagou caro por queda vertiginosa de rendimento no segundo tempo e perdeu de virada para o Coritiba, nesta segunda-feira, no Couto Pereira, por 3 a 2, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Erick Pulga marcou para o Tricolor ainda na primeira etapa, mas Bruno Melo, Lavega e Breno Lopes balançaram as redes para o Coxa, já no segundo tempo. Everaldo ainda descontou na reta final.

O Bahia sofreu os três gols da derrota durante um intervalo de apenas 12 minutos. Depois de o goleiro Léo Vieira deixar o campo machucado, na primeira etapa, João Paulo falhou em dois lances que geraram bolas nas redes. Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico Rogério Ceni saiu em defesa do arqueiro, que também havia falhado na derrota de goleada para o Remo, em março.

– São situações atípicas. Ele entrou durante dois jogos, sempre no fim do primeiro tempo. Posso dizer pela minha experiência como goleiro, é difícil. Acho que entrar desde o começo do jogo pode favorecer a ele. E repito que foram erros coletivos. Mas temos que seguir. Ele não pode se abater. Todo mundo tem que se ajudar dentro de campo. É um momento de dificuldade, oito jogos sem vencer é pesado. Mas não sei de nenhuma maneira de sair, sem ser dentro de campo – ressaltou Ceni.

De acordo com o treinador, o Bahia fez um bom primeiro tempo e pagou caro por tomar decisões erradas no campo de ataque. Faltou, segundo Ceni, acionar Willian José pelo centro.

– Acho que fizemos um bom primeiro tempo, baixamos um pouco as linhas, Roman [Gomez] teve trabalho defensivo importante segurando Breno Lopes na puxada de contra-ataque. A gente fez o gol, mas não fizemos as melhores escolhas, rifamos muitas bolas. Willian [José] teve espaço para receber essas bolas, não fizemos as melhores escolhas, é um problema que o time tem. Mesmo assim controlamos bem o primeiro tempo e saímos vencendo. No segundo tempo começamos marcando bem, mas é o que eu digo, a gente cede os gols de maneira muito fácil – iniciou Ceni.

– Um erro coletivo na volta da bola parada e sofremos o primeiro gol. Depois outro gol de cruzamento. O terceiro foge um pouco ao que fizemos para nos defender, a gente não deu contra-ataques no primeiro tempo, mas depois de dois gols, começamos a dar essa transição para eles. Aí ficou o jogo que o Coritiba gosta. Mas fizemos um primeiro tempo justo, bem jogado. Infelizmente os gols que entregamos muito fácil estragaram a vantagem que construímos – complementou o técnico.

Rogério Ceni tem cinco dias até o próximo e último desafio do Bahia antes da pausa para a Copa do Mundo. Neste sábado, o Tricolor encara o Botafogo, às 17h30 (de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 18ª rodada do Brasileiro. Depois, o clube vai ter tempo para planejar o segundo semestre e a segunda janela de transferências.

“Precisamos dos pontos de sábado, é um jogo dentro de nossa casa”.

– Pode ser a falta de confiança. Acho que é um time que se incentiva bastante, grita muito no vestiário. Hoje foi uma desatenção coletiva nos dois primeiros gols. O terceiro gol é um gol difícil de marcar, mesmo sabendo que é o forte deles. Nos dois primeiros a gente poderia ter um comportamento defensivo melhor. Talvez entre um pouco da falta de confiança. Não sei o que dizer, a gente produz, mas cede muito fácil os gols aos adversários – disse.

– Não tenho o que falar de reformulação, futebol não é assim. Tudo tem custos. Mas lógico que algumas coisas temos que repensar. Jogadores vão chegar, podem haver alguma saídas, faz parte do processo. Mas é um time que joga, contra o Santos mereceu ganhar o jogo, contra o Grêmio mereceu ganhar o jogo – lamentou Ceni. Globoesporte