O vice-líder da oposição na Câmara, deputado federal Capitão Alden (PL-BA), explicou ao bahia.ba a razão de o partido ter votado favoravelmente ao projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda, aprovado nesta quarta-feira (1º). O projeto é uma proposta de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Alden, a proposta “é meritória”, mas o PL rejeita que o governo compense eventuais perdas de arrecadação criando novos impostos. “O que nós não aceitamos é sufocar quem produz riqueza no Brasil: a classe média, os empresários e empreendedores”, afirmou.
O parlamentar disse que a legenda defendeu a ampliação da faixa de isenção de R$ 5 mil para até R$ 10 mil, mas foi voto vencido. Ele também lamentou a rejeição de sua emenda para incluir profissionais da segurança pública. “Essa categoria faz sacrifícios que nenhuma outra profissão faz, entregando a própria vida quando necessário”, disse.
Crítico da estrutura administrativa, Alden destacou que as perdas de receita estão estimadas em R$ 27 bilhões. “Hoje o país tem 38 ministérios e 7 secretarias com status de ministério, custando em torno de R$ 127 bilhões ao ano. O governo Bolsonaro, tão criticado, tinha apenas 23 ministérios”, comparou.
Para ele, a solução não está em novos impostos, mas no corte de gastos e no combate à corrupção. “O Brasil perde cerca de R$ 250 bilhões por ano só com corrupção. Basta o governo parar de roubar”, afirmou.
O deputado ainda citou o rombo no INSS, estimado em mais de R$ 50 bilhões. “Só esse valor seria suficiente, por exemplo, para ampliar a isenção para quem ganha até R$ 10 mil”, concluiu. Bahia.ba

















