Crédito: Rafael Rodrigues/EC Bahia

A temporada está em seus momentos finais e a hora da despedida da Fonte Nova chegou. Pela última vez em 2025, os torcedores do Bahia foram ao estádio apoiar o time nesta quarta-feira (3). Dentro de campo, o Esquadrão fez jus à presença da torcida azul, vermelha e branca e superou o já rebaixado Sport por 2×0, em partida válida pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols do Tricolor foram marcados por Rodrigo Nestor e Luciano Juba.

O clássico nordestino pode ser resumido a uma dominância tricolor durante toda a partida. Nos primeiros 45 minutos, no entanto, o Esquadrão teve dificuldade em superar o goleiro Caíque França antes de Rodrigo Nestor colocar o time à frente do placar nos minutos finais da primeira etapa. Melhor em campo, os comandados de Rogério Ceni logo ampliaram no início do segundo tempo e depois administraram a vantagem até o apito final.

Com o resultado, o Bahia soma mais três pontos, chega aos 60 pontos na Série A e se torna a equipe baiana com a maior pontuação no atual formato dos pontos corridos. Agora, para fechar a temporada, o Tricolor viaja ao Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense no domingo (7), pela última rodada da competição. A bola rola a partir das 16h no gramado do Maracanã.

Sem Jean Lucas e com o retorno de Ramos Mingo, o Bahia colocou em campo um time suficiente para continuar exercendo seu domínio dentro de casa, principalmente contra o lanterna da competição. Logo no início, a expectativa de ver um Esquadrão superior já foi atendida, visto que o Sport pouco conseguia ter a bola para tentar dificultar a vida dos mandantes. Apesar de estar melhor em campo, o Bahia pecou no último terço do campo, onde desperdiçava as chances criadas.

O principal empecilho encontrado para abrir o placar foi a compactação da equipe adversária, que montou uma linha defensiva com cinco homens e mais quatro jogadores à frente. A estratégia do Leão era fechar os espaços, melhorar o setor defensivo e tentar aproveitar possíveis contra-ataques. Com o passar do primeiro tempo, os visitantes começaram a ter mais o controle da bola, o que não foi suficiente para balancear o confronto.

O grande nome dos primeiros 45 minutos entre Bahia e Sport foi o goleiro Caíque França. Se o placar terminasse zerado, o jogador da equipe pernambucana seria o grande responsável. Quando o Esquadrão conseguia furar o bloqueio rubro-negro, Erick Pulga, Willian José, Ademir e até Acevedo pararam no goleiro do Sport.

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. O ditado popular ilustra perfeitamente o que foi o primeiro tempo da partida. Em meio à dificuldade de balançar as redes, Rodrigo Nestor chamou a responsabilidade para si. Aos 39 minutos, o camisa 11 recebeu de Ademir dentro da área, girou e bateu forte para finalmente vencer Caíque França. Antes de ir para o intervalo, o Bahia também teve um pênalti marcado a seu favor, mas o goleiro do rival nordestino pegou a cobrança de Willian José.

Não demorou muito para que o Bahia mostrasse mais concentração em comparação ao primeiro tempo. Logo aos oito minutos da etapa final, Luciano Juba recebeu a bola na intermediária, avançou até a entrada da área e mandou uma bomba. Sem chances para o goleiro do Sport.

Daí em diante, o Bahia colocou a partida em banho-maria e foi controlando o ritmo do confronto. A superioridade foi aproveitada por Ceni para mexer na equipe. Cauly, Erick e Ruan Pablo entraram em campo. Neste momento do jogo, o ataque e o meio de campo tricolor já estava totalmente reserva. No final, ambas as equipes não conseguiram mudar o placar e o apito final marcou o último triunfo do Bahia na Fonte Nova em 2025. Correio da Bahia