A baiana Rosali Eliguara Ynaê, de 39 anos, se tornou a primeira monja zen budista afro indígena em linhagem japonesa de mais de 700 anos. De acordo com a comunidade budista que ela faz parte, essa é a primeira vez que uma mulher com essas características se torna monja na linhagem Soto Zen. A cerimônia aconteceu no templo Shinōzan Takuonji, no Paraguai.
☸️ Budista
Após o primeiro contato com o budismo, ainda na faculdade, Rōzen estudou sobre a doutrina espiritual e filosófica, fez viagens e participou de diversos encontros ao redor do mundo.
Em 2024, a baiana soube do Templo Zen Budista Shinōzan Takuonji, em Yguazú, no Paraguai. Na ocasião, o local estava prestes a completar 10 anos de construção e receberia a visita do Bruno Shōei, Mestre Zen-budista brasileiro que viveu no Japão por nove anos.
Ao visitar o templo e a cidade de Yguazú, Rōzen ficou encantada com a comunidade, que surgiu após a imigração de imigrantes na Segunda Guerra Mundial. A comunidade manteve viva as tradições japonesas, como o cultivo das cerejeiras e a forma de ensino oriental.
Por causa desse sentimento, ela decidiu ficar no local e fez um curso de três meses, que envolveu muito estudo, convívio com a comunidade e prática de japonês e guarani. Ao fim, foi aceita como aprendiz do templo e ordenada em cerimônia que reuniu o dendê da Bahia e as tradições japonesas em terras paraguaias.

















