Foto: Bruno Moura/STF

Pela primeira vez na história do Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. Ao final do julgamento, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, fez uma fala ressaltando a importância do momento, classificando-o como um “divisor de águas” para a história do país.

“Acredito que nós estejamos encerrando os ciclos do atraso na história brasileira, marcados pelo golpismo e pela quebra da legalidade constitucional. Sou convencido que algumas incompreensões de hoje irão se transformar em reconhecimento futuro”, afirmou.

  • O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados foram condenados nesta quinta-feira (11), pela Primeira Turma do STF, pela tentativa de golpe de Estado em 2022.
  • Barroso fez uma breve fala ao final do julgamento. O ministro Gilmar Mendes, que não faz parte da Primeira Turma, também acompanhou a sessão.
  • O gesto não é usual. A presença deles foi vista como um apoio institucional.

Em sua participação, o ministro negou que tenha havido perseguição política durante o processo.

“Tratou-se de um julgamento público, transparente, com devido processo legal, baseado em provas as mais diversas, vídeos, textos, mensagens e confissões”, disse. Barroso valorizou a divergência do voto do ministro Luiz Fux como uma amostra de que o país esta em uma democracia.

“Compreensões contrárias fazem parte da vida, mas só o desconhecimento profundo dos fatos ou uma compreensão descolada da realidade encontrará neste julgamento algum tipo de perseguição política. A vida, no entanto, é plural, assim como também é este tribunal e, por essa razão não queria deixar de manifestar respeito e compreesnão pela posição divergente”, comentou o ministro. E finalizou: “Pensamento único só existe nas ditaduras”. G1