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Ter a pressão arterial mais alta já nos primeiros dias de vida pode aumentar significativamente o risco de a criança desenvolver hipertensão na infância. Em um estudo publicado em janeiro no JAMA Network Open, bebês com níveis pressóricos mais elevados ao nascer apresentaram risco até 3,75 vezes maior de desenvolver hipertensão na idade escolar em comparação aos que tinham valores normais.

Para chegar aos resultados, pesquisadores acompanharam 500 crianças saudáveis, integrantes da coorte Environmental Influence on Aging in Early Life (ENVIRONAGE), desde o nascimento até os 11 anos de idade. A pressão arterial foi medida em três momentos: nos primeiros três dias de vida, entre os 4 e 6 anos e novamente entre os 9 e 11 anos. O objetivo era observar como a pressão arterial evolui ao longo do tempo e se valores mais altos no início da vida se associariam a maior risco futuro.

A constatação é de que, sim, a pressão tende a “acompanhar” a criança ao longo do crescimento, fenômeno conhecido como tracking. Significa que quem tem níveis mais elevados ao nascer tem maior probabilidade de permanecer em faixas mais altas nos anos seguintes.