Foto: Alan Santos/PR

A avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro chegou ao pior índice desde o início do mandato e 55% consideram a gestão como ruim ou péssima. Segundo pesquisa Ipespe encomendada pela XP e divulgada nesta quinta-feira, o governo Bolsonaro é visto como bom ou ótimo por 23% e como regular por 18%. A desaprovação ao governo também bateu novo recorde, de 64%. Na pesquisa anterior, de agosto, era de 63%. A aprovação, que era de 29%, oscilou para 30% e 6% não responderam.

O levantamento mostra o crescimento da rejeição ao governo desde o início do ano. Bolsonaro terminou 2020 com uma avaliação positiva de sua gestão maior do que a negativa, com 38% de ótimo ou bom, 25% de regular e 35% de ruim ou péssimo. Desde então, o cenário só piorou para o presidente. Em janeiro, a avaliação de ótimo ou bom caiu para 32% e de ruim ou péssimo subiu para 40%. Outros 26% avaliavam como regular.

Em agosto, a percepção negativa era de 54% (neste mês oscilou para 55%) e a positiva, de 23% (mesmo percentual de setembro). Para 20%, era regular (agora são 20%). Segundo a pesquisa, a maioria da população apoiaria o impeachment do presidente neste momento: 51% são a favor e 45% contra. Dos entrevistados, 4% não responderam.

Forças Armadas x presidente

O Supremo Tribunal Federal (STF), um dos alvos preferenciais dos ataques do presidente Bolsonaro, registrou uma avaliação negativa maior do que positiva. Dos entrevistados, 37% consideram a atuação dos ministros do STF como ruim ou péssima, 28% como regular e 30% como ótima ou boa, e 5% não responderam. A imagem piorou desde maio de 2019, quando 32% avaliaram como ruim ou péssima, 39% como regular e 21%, ótima ou boa.

A pesquisa indica que a população tem uma confiança maior nas Forças Armadas (58%) e na imprensa (38%) do que no presidente da República (33%). A instituição com melhor avaliação é a ONU, com a confiança de 59% — seguida pelas Forças Armadas e pela Igreja Católica (57%). Em último lugar na escala de confiança estão os partidos políticos, com apenas 9% da população declarando confiança e 86% afirmando que não confia.

A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 22 e 24 de setembro, com mil pessoas acima de 16 anos. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%.