Os brasileiros estão se unindo em torno de seu “amado sistema de pagamentos” PIX contra os ataques do presidente americano, Donald Trump, afirma uma reportagem publicada na segunda-feira (21/07) no jornal britânico Financial Times.
O jornal destacou o clima de tensão entre Brasil e EUA, mas disse que “Brasília reservou uma raiva particular aos ataques ao PIX, que é universalmente amado pelos brasileiros por oferecer pagamentos instantâneos, gratuitos e fáceis”.
O Financial Times cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disse que o Brasil não aceitará ataques ao PIX, “que é patrimônio do nosso povo”.
“O governo lançou uma campanha nas redes sociais com o slogan ‘PIXéNosso, My Friend’, sugerindo que os EUA sofrem um ‘ataque de inveja’ em relação ao ‘sistema seguro, protegido e gratuito’ do Brasil.”
“Os comerciantes adoram as baixas taxas — normalmente cerca de 0,22% de uma transação, em comparação com mais de 1% para um cartão de débito e mais de 2% para alguns cartões de crédito. Os consumidores não pagam taxas e gostam da conveniência de pagar com um código QR ou digitando o número de identificação fiscal [CPF], número de celular ou endereço de e-mail do destinatário.”
A reportagem destaca que algumas grandes empresas se manifestaram contra o PIX — como a Mastercard (que acusa o Banco Central de operar e regular o PIX ao mesmo tempo) e a Meta (que não se manifestou publicamente, mas estaria preocupada com possível competição a um sistema de pagamentos via WhatsApp).
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil dizem que por trás da ofensiva do governo dos EUA estaria o interesse de big techs.

















