“Quero dar os parabéns a ele (Castro) e as forças de segurança do Rio de Janeiro, que fizeram uma operação que vai fazer parte da segurança pública no Brasil. A operação tem sido considerada a mais letal, mas na minha opinião deveria ser considerada a mais bem sucedida”, disse o governador de Minas Gerais.
“Não ouvi falar de inocente morto, que é o que mais acontece no Brasil. O que nós tivemos aqui foi a maior apreensão de armas, a maior apreensão de criminosos. O que eu vi foi isso”, analisou Zema.
A vice-governadora do DF, Celina Leão, cobrou maior participação do Governo Federal no combate à violência no país.
“Quando o governo federal elenca um tema que ele quer resolver no país, ele reúne as bancadas federais, senta com o colégio de líderes, faz acordo, libera emendas e resolve o problema”.
“Qual foi a grande reunião que fizeram com os parlamentares? Pra votar imposto se chama deputado, pra mudar legislações pra beneficiar empresário se chama deputado e pra cuidar da segurança da população? (…) Muitos líderes têm medo de falar. E as pessoas estão caladas, com medo em suas casas. No Rio e em São Paulo, carro blindado não é luxo é necessidade”, cobrou Celina.
Cláudio Castro voltou a fazer elogios a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que validou em abril um conjunto de regras que definem como devem ser feitas as operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro.
As medidas fazem parte da chamada ADPF das Favelas, ação que levou ao Supremo o debate sobre a atuação das forças de segurança em áreas de alta vulnerabilidade.
“Uma decisão que aponta um caminho claro (ADPF), de retomada de território, de integração, de financiamento. E que o Rio de Janeiro, através dessa decisão brilhante do STF, possa ser esse grande laboratório, já que ele hoje é o epicentro que ele possa virar o laboratório dessa que pode ser a ação que mude a história do Brasil”, analisou.
Na quarta-feira (29), o governador Cláudio Castro e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação do Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado. O núcleo será coordenado pelo secretário de segurança do Rio, Victor Santos, e terá apoio do Governo Federal.
Entre as medidas anunciadas estão o envio de 50 agentes da Polícia Rodoviária Federal e o reforço na área de inteligência. Lewandowski também mencionou a disponibilização de vagas em presídios federais e de peritos para auxiliar nas investigações.
Durante o anúncio, Castro voltou a usar o termo “narcoterrorismo” para se referir ao Comando Vermelho e afirmou que, por ora, não vê necessidade de solicitar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ao Governo Federal.
Ainda na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que endurece o combate ao crime organizado e amplia a proteção de autoridades e servidores públicos envolvidos nessa área. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (30).
De autoria do senador Sergio Moro (União-PR), a nova legislação cria dois novos tipos penais:
- Obstrução de ações contra o crime organizado: prevê pena de 4 a 12 anos de prisão para quem ordenar ou oferecer vantagens para que alguém pratique violência ou ameaça contra autoridades, testemunhas ou colaboradores.
- Conspiração para obstrução: pune acordos entre duas ou mais pessoas para planejar atos de violência com o mesmo objetivo, mesmo que não sejam executados.
A lei também prevê reforço na segurança pessoal de juízes, membros do Ministério Público, policiais e militares — inclusive aposentados — e seus familiares, quando estiverem sob risco em razão do exercício de suas funções. G1