Foto: Letícia Martins/EC Bahia

O Bahia perdeu seu primeiro jogo como mandante neste Campeonato Brasileiro ao ser derrotado por 2 a 1 para o Cruzeiro, na noite desta segunda-feira. Os 14 jogos e mais de quatro meses de invencibilidade na Casa de Apostas Arena Fonte Nova foram transformados em pó pelos gols de Sinisterra e Gabigol depois de Jean Lucas abrir o placar.

Na entrevista coletiva depois da partida, o treinador Rogério Ceni criticou o erro de marcação no gol da virada cruzeirense, mas viu injustiça no placar final. Para ele, o Bahia dominou o jogo até o momento do empate.

– Não posso ser injusto com os jogadores hoje, mas a não ser em momentos pontuais, não pode deixar o jogador conduzir e chutar. Isso é uma tomada de decisão que temos que ter por si próprio. De resto fomos muito superiores hoje. Cruzeiro não fez nada, só no final do jogo, nos últimos 15 minutos. Mas claro, vamos fazer uma análise da derrota, mas sempre triste perder em casa. Agora são dois jogos fora, temos mais problema fora dos nossos domínios – lamentou Ceni.

O treinador também analisou performances individuais. Cauly, em má fase e com uma falha determinante para o gol da virada, recebeu a confiança de Ceni. O comandante citou outros jogadores que superaram maus momentos.

Sobre o Cauly, se a gente tivesse desistido do Ademir quando tinha caixão na frente do CT, do Kanu. Você acha que o Cauly não tem condição de jogar com a gente? Por isso começou no banco, entrou nos minutos finais para fazer uma função de fora para dentro”.

— Rogério Ceni

– Não é que faltam jogadores, infelizmente perdemos os dois pontas titulares por um bom período, inclusive com uma relesão do Pulga. Espero que em breve o Ademir esteja com a gente, Pulga mês que vem. Lucho também faz falta. Tivemos a estreia do Sanabria, coisa mais positiva no dia de hoje, mas na reta final tivemos que improvisar. Michel que ganha a jogada no lance do gol. Cauly é um bom jogador, é que nós perdemos o jogo. Se a gente ganha não existiriam perguntas nesse sentido.

Unanimidade mesmo foi a atuação de Sanabria como ponto positivo para os tricolores. O atacante mostrou muita produção ofensiva pelo lado esquerdo e acertou seis dos sete dribles que tentou, mas nenhuma de suas jogadas terminou em gol. Ceni explicou um dos motivos para isso.

– Adaptação [de Sanabria] ao sistema de jogo já melhorou bastante, mas na parte física ficou muito tempo parado, por isso pediu para sair. Usamos até o minuto que era possível, era o destaque do jogo. Contra o Fluminense não jogamos nada e falei. Mas hoje, contra o Cruzeiro, time físico, forte, dominamos como um todo. Tem que ser justos na análise, o que vale é o resultado final, sempre – iniciou Ceni.

“Sofremos para dar peso na área diante das características que a gente tem, mas só o Sanabria fez sete, oito jogadas com possibilidade de cruzamento e gol”.

A fim de mostrar recuperação, Rogério Ceni tem novo compromisso com o Bahia marcado para o próximo sábado, contra o Ceará. A partida está marcada para as 18h30 (horário de Brasília), no Castelão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Globoesporte