Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O advogado do delator Mauro Cid, Jair Alves Pereira, afirmou que “não houve coação” ao seu cliente durante o processo de delação premiada do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid. Cid integra o “núcleo 1” da ação penal que investiga o plano golpista de 8 de janeiro de 2023.

“Eu posso não concordar com o relatório e com o indiciamento do delegado, e de fato não concordo. Agora, nem por isso eu posso dizer que ele coagiu o meu cliente ou que ele cometeu uma ilegalidade”, afirmou durante sustentação de defesa. E seguiu: “Não concordo com o pedido de prisão do ministro. Mas, não posso, por isso, dizer que ele me coagiu”.

A defesa reforçou ainda que a atuação da equipe da Polícia Federal (PF) liberada pelo delegado Flávio Schor foi “extremamente ética e profissional”. “Eles nunca falaram com o Mauro Cid sem a presença da defesa”, afirmou.

Ainda em na defesa de Cid, o advogado do ex-ajudante pediu que a delação de Cid seja confirmada. Ele também pediu que seu cliente seja solto “para que se preserve o instituto da delação premiada no Brasil”.

Punhal Verde e Amarelo

A defesa de Mauro Cid também garantiu que o ex-ajudante de ordens não tem nenhum envolvimento com o plano Punhal Verde e Amarelo. As investigações apontaram que o plano previa matar autoridades. Os alvos seriam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.

“O que efetivamente está nos autos é que o Mauro Cid jamais elaborou, compartilhou, insinuou qualquer conteúdo, que não sequer uma única mensagem de sua autoria, propondo, incentivando ou validando qualquer atentado contra a democracia ou contra o sistema eleitoral”, garantiu o advogado. Ainda em defesa de Cid, Pereira citou a “ausência de fatos concretos” que tragam fundamentos para uma ação penal. Bahia.ba