O Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira (20), ganha um novo reforço em sua mensagem com as reflexões da advogada santoantoniense Dra. Shirley Fonseca. Em entrevista ao Portal Infosaj/TV Recôncavo, nesta quarta-feira (19), ela destacou que o enfrentamento ao racismo precisa ser constante e que a data, embora simbólica, deve servir como lembrete de uma luta cotidiana.

Para Shirley, o racismo segue sendo um crime que fere, adoece e mata, mas que muitas vezes não recebe a devida atenção por parte da sociedade. “Falar sobre consciência negra para nós, negros, é algo muito importante, muito embora amanhã seja um dia meramente de comemoração, porque fazer valer a Consciência Negra temos que fazer todos os dias, não só em novembro, não só no dia 20. É uma luta árdua, mas necessária”, afirmou.

A advogada destacou que o combate ao racismo é uma continuidade da luta travada pelos ancestrais e que permanece, infelizmente, tão atual quanto antes. Para ela, discutir a Consciência Negra é também promover o fortalecimento da identidade e da autoestima da população negra. “Hoje a gente luta pelo que os nossos ancestrais também já lutaram. É muito importante fazer com que as pessoas negras consigam se enxergar enquanto pessoas negras, se reafirmar, se entender e entender sua história e seu valor”, explicou.

Shirley também ressaltou a necessidade de ampliar a presença da população negra em posições de liderança e representação social. “É fundamental estar inserido no mercado, estar presente em locais de poder, ser médico, advogado, desembargador. Ter essa representatividade. Quando a gente fala de reparação, é muito mais sobre falar de locais e lugares que para nós foram negados e que precisamos, de fato, ocupar”, completou.

A advogada reforçou que o Dia da Consciência Negra deve servir como marco para reflexão, ação e reafirmação da luta por igualdade racial, mas frisou que a transformação só acontece quando o debate ultrapassa a data e se integra ao dia a dia da sociedade.

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