Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou neste sábado (25) que a missão de diplomatas americanos prevista para o Brasil não tinha o objetivo de interferir nas eleições brasileiras. A manifestação foi divulgada após o Itamaraty negar os vistos de entrada de dois integrantes da pasta.
Em nota enviada por um porta-voz do Departamento de Estado, o governo americano afirmou que a missão seria uma “visita de rotina” e classificou como “mentira sem fundamento” as alegações de que a iniciativa buscava desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.
Segundo o comunicado, o secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), Riley M. Barnes, e o secretário-assistente adjunto Samuel Samson tinham viagem prevista a Brasília entre os dias 27 e 30 de julho.
A agenda incluiria reuniões com integrantes do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para discutir “integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão”.
“Qualquer insinuação de que a visita seria uma ‘manobra’ para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira sem fundamento. Tratava-se de uma visita de rotina, em conformidade com as atribuições legais do DRL”, afirmou o porta-voz do Escritório de Imprensa do Departamento de Estado.
Vistos negados pelo governo brasileiro
A manifestação foi divulgada após o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negar os pedidos de visto dos dois diplomatas citados em reportagem do jornal “The Washington Post” como reponsáveis por uma estratégia para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. A negativa do governo foi feita nesta sexta-feira (24), antes da publicação da reportagem.
A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais do país, agendadas para 4 de outubro. Segundo informações obtidas pelo blog do Valdo Cruz, o governo brasileiro foi informado do caráter “inusitado” da missão dos dois funcionários e decidiu negar os vistos.
Segundo fontes da diplomacia, o Brasil tem tradição de receber observadores internacionais nas eleições, mas a avaliação é que os norte-americanos não são observadores, na verdade tinham “outro papel”. G1

















