Nos três anos do 8 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) promove uma série de ações para marcar a data. O objetivo da programação é reforçar o compromisso com a democracia no país.
Na abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Espaço do Servidor na sede do tribunal, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o episódio “foi um ato premeditado, pautado pela negação do diálogo”.
“O dever desta Corte, guardiã não apenas da Constituição, como também da memória institucional jurídica do país, é ir de encontro às palavras do nosso maior escritor, evitando que o tempo anestesie nossa sensibilidade e faça desaparecer não apenas a memória do malfeito praticado, mas de quem se levantou contra ele”, prosseguiu.
Fachin também elogiou o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pela condução das investigações dos envolvidos no episódio do 8 de janeiro de 2023. O presidente disse frisou o “caráter exato de sua atuação”.
“Há quem confunda e tome a firmeza por jactância. E o Ministro Alexandre de Moraes colocou-se firme por dever do ofício, com sacrifícios pessoais e familiares que não me cabe inventariar, e esteve onde precisava estar. Não por bravata, mas porque era o seu ofício — aquele mesmo que juramos exercer, com a vida se preciso for, na impermanência de nossos cargos”, disse Fachin.
Na ocasião, ele também saudou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski — que deve deixar o governo ainda este mês — e o advogado-geral da União, Jorge Messias, pelos serviços prestados.
Messias foi indicado para ocupar a vaga no Supremo deixada pelo ministro Luís Roberto Barros, que anunciou sua aposentadoria em outubro do ano passado. Depois do recesso, o tribunal retoma o julgamento das ações penais contra envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Foram abertos no Supremo, ao todo, 1.734 processos sobre os atos de 8 de janeiro. G1

















