O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, rebateu nesta sexta-feira (15) declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Zema, que também pré-candidato, criticou o senador após a divulgação de mensagens de Flávio cobrando dinheiro para o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou Zema na quarta-feira (13).
Nesta sexta, Flávio rebateu. “Ele se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro é uma pessoa que tem calma na hora de falar, não tem essa velocidade do Zema. Geralmente, é uma pessoa que pensa mais, raciocina e depois se posiciona”, disse.
Sobre a relação com Vorcaro, o senador disse que não tem motivo para se justificar com ninguém: “Foi uma época lá atrás, quando buscava investidor. Quando o Vorcaro era uma pessoa que circulava por todas as rodas, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, circulava perto de autoridades. Uma pessoa que era cortejada por todo o país. Ele topou fazer um investimento privado e não tem nada além disso.”
A versão de Flávio sobre a sua relação com Vorcaro mudou ao longo desta semana, desde a publicação da reportagem. Inicialmente, o senador negava ter pedido dinheiro a Vorcaro para a produção do filme. “É mentira, de onde você tirou isso?”, respondeu o pré-candidato a um pedido de explicações de um jornalista.
Horas depois, ele mudou a versão e confirmou o contato com o banqueiro para financiar o longa-metragem. “O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, afirmou Flávio em nota.
A própria produtora do filme, a GOUP Entertainment, negou que tenha recebido dinheiro do banqueiro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário. Mas a empresa está ligada a uma investigação preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a um grupo de entidades. G1
















