Crédito: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Toda a espera dos torcedores do Bahia por voltar a ver o time de coração em campo foi recompensada quando o apito final determinou a classificação do Tricolor para as semifinais da Copa do Nordeste, na noite desta quarta-feira (9). Dominante dentro de sua estratégia, o Esquadrão recebeu o Fortaleza dentro da Arena Fonte Nova e superou o rival cearense por 2×1. Os gols do Bahia foram marcados por Willian José e Caio Alexandre. Matheus Pereira descontou para o Leão do Pici.

O adversário da equipe na próxima fase é o Ceará, que venceu o Sport nos pênaltis. Embalados pela classificação, o Bahia já volta a campo neste sábado (12), mais uma vez dentro de casa. Na ocasião, o Tricolor recebe o Atlético-MG, em partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida se inicia às 21h. Já na próxima terça-feira (15), encara o América de Cali, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana.

O jogo

Estreando a segunda metade da temporada, o clássico dos tricolores nordestinos começou com os visitantes incomodando a defesa do Bahia desde o minuto inicial. Em um primeiro momento, o Fortaleza se lançou ao ataque e conseguiu construir jogadas no campo do adversário. Nesse mesmo contexto, o Esquadrão mostrou dificuldade de manter a posse da bola.

Além de não conseguir roubar a bola do Fortaleza nos minutos iniciais, a saída de bola encontrou dificuldade em sair da pressão imposta pelo Leão do Pici. O tempo foi passando e o Bahia foi se encontrando dentro de campo, mas com uma postura diferente daquele time que valorizava a posse de bola, já que os melhores momentos do tricolor baiano ocorreram nas transições rápidas. A estratégia montada por Rogério Ceni tinha como objetivo tirar os contra-ataques do Fortaleza, maior qualidade da equipe de Vojvoda.

Os ânimos do confronto só foram se acalmar justamente no momento que o Bahia respirou fundo e voltou a trocar passes entre seus homens de defesa e meio de campo. Essa “volta à essência” encontrou a contribuição de um Fortaleza menos agressivo. Com a bola, um importante detalhe para a construção das jogadas foi o posicionamento de Luciano Juba. Lateral defendendo, o jogador formou uma dupla de volantes com Caio Alexandre durante os momentos de posse, o que gerou mais criatividade para o time.

O jogo morno teve sua temperatura aumentada na faixa dos 30 minutos. Após cobrança de falta, David Duarte subiu sozinho dentro da grande área e cabeceou forte em direção ao gol, obrigado João Ricardo a se esticar por completo para impedir o placar de ser aberto na Fonte Nova. Minutos depois, Gilberto sofreu falta dentro da área e o árbitro da partida marcou o pênalti após revisão no vídeo. Na cobrança, Willian José bateu forte e abriu o placar.

Antes das equipes seguirem para o vestiário, ainda deu tempo para mais uma rede balançar. Em um momento de crescente do Esquadrão, os donos da casa foram ao ataque em jogada construída pela direita e Caio Alexandre recebeu de Everton Ribeiro na intermediária. O volante ajeitou e mandou uma finalização forte na direção de João Ricardo, que tentou segurar, mas deixou a bola escapar e entrar dentro do gol.

O segundo tempo da partida contou com um Bahia mais dominante em relação aos primeiros 45 minutos. Dosando a estratégia de cortar as transições ofensivas do rival com o estilo de jogo já consagrado sob o comando de Rogério Ceni, o Esquadrão abusou da paciência para administrar o resultado.

Precisando do resultado, Vojvoda tirou um volante e botou mais um atacante em campo. Dentro desse contexto mais ofensivo, o Leão do Pici conseguiu diminuir a desvantagem. Estreante da noite, Matheus Pereira recebeu a bola depois da zaga baiana afastar e mandou colocado no canto de Marcos Felipe.

Apesar dos esforços dos visitantes em tentar empatar o confronto, a zaga baiana impediu os cearenses de balançar as redes pela segunda vez. Quando o jogo acabou, somente um tricolor comemorou. E foi o Bahia. Correio da Bahia