A Justiça de São Paulo negou o pedido da defesa de Deolane Bezerra Santos para que ela fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou tivesse a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.
Deolane Bezerra foi alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de fazer parte da facção criminosa. Ela cumpre prisão preventiva desde 21 de maio.
🔍Prevista no Estatuto da OAB, Sala de Estado-Maior é uma acomodação especial para advogados presos antes de condenação definitiva, separada das celas comuns e com condições consideradas adequadas de custódia.
A decisão foi proferida na terça-feira (9) pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no âmbito da Operação Vérnix.
A defesa de Deolane, que é advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), afirmou que ela está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 no Complexo Penal de Tupi Paulista e alegou que o local de custódia não possui características compatíveis com Sala de Estado-Maior.
Segundo os advogados, uma inspeção realizada pela OAB-SP apontou irregularidades como ausência de ventilação adequada, calor excessivo, alimentos impróprios para consumo, vaso sanitário junto ao local destinado à alimentação, impossibilidade de portar itens de higiene pessoal, perturbação sonora constante e restrições ao contato direto com advogados.
A defesa também alegou que Deolane é portadora de síndrome do pânico, faz uso de medicação controlada e teria apresentado episódios de queda de pressão e tontura em razão das condições do cárcere e da dificuldade de alimentação adequada.
Os advogados citaram ainda a existência de escorpiões na cela, forte odor de tinta decorrente de pintura recente e a necessidade de atendimento médico.
Ao analisar o caso, o juiz considerou informações prestadas pela Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, segundo as quais Deolane está custodiada desde 22 de maio de 2026 em um Pavilhão Especial da unidade, separado das demais alas da penitenciária.
De acordo com a administração prisional, o local possui habitações individuais equipadas com cama, mesa, cadeira, banheiro com chuveiro elétrico, ventilador, televisão, água gelada e garrafa térmica, além de solário para banho de sol diário. G1

















