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As atividades humanas elevaram o aquecimento global a 1,37°C acima dos níveis pré-industriais em 2025, e o planeta deve ultrapassar o limite crítico de 1,5°C em torno de 2030 caso as emissões de gases de efeito estufa continuem nos níveis atuais.

A conclusão é de uma nova edição dos Indicadores Globais de Mudança Climática (IGCC), iniciativa científica que atualiza anualmente alguns dos principais indicadores usados para acompanhar a evolução da crise climática.

🌡️ ENTENDA: O limite de 1,5°C é a meta internacional, estabelecida pelo Acordo de Paris em 2015, para conter o aquecimento global. Ele representa o aumento máximo seguro da temperatura média da Terra em relação aos níveis pré-industriais.

O estudo reúne mais de 70 pesquisadores de 17 países e busca preencher o intervalo entre os grandes relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), oferecendo uma fotografia mais atualizada do estado do clima global. Segundo os autores, o principal sinal de alerta é que a Terra continua acumulando calor em ritmo acelerado.

Em outras palavras, mais energia está entrando no sistema climático do que saindo dele, o que favorece o aumento das temperaturas e desencadeia mudanças em diferentes partes do planeta, dos oceanos às calotas polares. Os cientistas estimam que praticamente todo o aquecimento observado na última década foi provocado por atividades humanas.

A média de aquecimento causada pela ação humana entre 2016 e 2025 chegou a 1,24°C, muito próxima da temperatura total observada no período. O trabalho também mostra que as emissões globais de gases de efeito estufa continuam em níveis recordes.

Em 2024, elas alcançaram 56,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. A maior parte dessas emissões ainda está ligada à queima de combustíveis fósseis, embora o desmatamento, a agropecuária e atividades industriais também tenham contribuição importante. G1