Michel Jesus/Câmara

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que encaminhou à Polícia Federal (PF) na última terça-feira (11) e-mails que recebeu com ameaças de morte contra ele e sua família. A superintendência da PF em Brasília confirmou que recebeu os documentos e disse que está investigando o caso.

David Miranda, que é casado com o jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept, informou por meio de nota que abriu uma queixa-crime na PF em 13 de março por ter recebido ameaças nas redes sociais após assumir a cadeira de Jean Wyllys (PSOL-RJ) na Câmara dos Deputados .

Jean Wyllys foi reeleito em 2018, mas decidiu não tomar posse em novo mandato em razão de ameaças. David disse que voltou a ser ameaçado após o site The Intercept divulgar mensagens atribuídas ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a procuradores da República que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato.

Por conta dessas novas ameças, informou o parlamentar do PSOL, ele encaminhou novas provas à PF no dia 11. Na semana passada, o site publicou reportagens contendo uma série de mensagens que teriam sido trocadas entre Moro, quando era juiz federal, e os procuradores da Lava Jato por meio do aplicativo Telegram.

De acordo com o The Intercept, as informações foram obtidas de uma fonte anônima. Ainda segundo o site, a troca de mensagens evidencia que Moro atuava como uma espécie de coordenador informal da Operação Lava Jato, sugerindo estratégias para os procuradores.

O ministro disse que houve uma invasão criminosa de celulares e que não viu prática ilegal nas conversas divulgadas. No comunicado divulgado nesta segunda-feira, David Miranda afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ofereceu a ele apoio da Polícia Legislativa da Casa. G1