Polícia Militar da Bahia — Foto: Polícia Militar da Bahia

Os policiais militares condenados por estupro e extorsão mediante sequestro por um crime cometido em 2015, em Salvador, chegaram a gravar o momento que violentaram a vítima sexualmente e depois apagaram os arquivos. Eles também se recusaram a fazerem o exame de coleta de material genético.

Segundo informações de um processo que o g1 e a TV Bahia tiveram acesso com exclusividade, os condenados são os policiais Sergio Luiz Batista Sant’anna, Valter dos Santos Filho, Josival Ribeiro Ferreira e Pablo Vinicius Santos de Cerqueira, que faziam parte da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/São Cristóvão).

O crime aconteceu em novembro de 2015, no bairro de Mussurunga II. O processo durou 10 anos e ainda cabe recurso. Os PMs também perderam os cargos e a graduação militar.

A decisão aponta que os policiais não poderão recorrer em liberdade. No entanto, eles ainda não estão presos. A TV Bahia entrou em contato com a Justiça para entender o motivo, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

A TV Bahia tentou contato com as defesas de Sergio Luiz Batista Sant’anna, Josival Ribeiro Ferreira e Pablo Vinicius Santos de Cerqueira, mas não conseguiu. Veja o posicionamento dos advogados que representam Valter dos Santos Filho no final do texto.

A mulher que foi vítima do estupro e o namorado dela, que foi extorquido pelos PMs, relataram terem sofridos ameaças durante o processo, e precisaram se mudar por segurança. G1