Manuel Palacios, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), afirmou ao g1 e ao Jornal Nacional, na terça-feira (25), que as questões do Enem “antecipadas” pelo estudante de medicina Edcley Teixeira não alterarão em nada as notas de quem prestou a prova.
Como mostrou o g1, com exclusividade, na última semana, Edcley divulgou em lives, apostilas e grupos de Whatsapp perguntas praticamente idênticas às que caíram no Exame Nacional do Ensino Médio— com até 8 meses de antecedência em relação à avaliação.
“O fato de se visualizar uma questão que por coincidência caiu em uma prova não altera o resultado de ninguém. Até mesmo porque a probabilidade de acertar uma questão ao acaso, na sorte, já é de 20%. Altera muito pouco o fato de eu ter visto [a pergunta antes]”, diz Palacios.
Edcley havia descoberto que um concurso da CAPES (órgão do governo federal), aplicado para alunos do primeiro ano da graduação, serviria como um “pré-teste” para o banco de questões do Enem — ou seja, traria conteúdos que potencialmente fariam parte do exame oficial em edições futuras.
Passou, então, a pagar para que estudantes participassem dessa prova, memorizassem o máximo de itens que conseguissem e passassem o material ao próprio Edcley. Ele vendia tudo em pacotes de “mentoria”. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. G1

















